sábado, 10 de março de 2012

No more drugs

Filhotinho querido,

De repente você começou a falar tudo. Tudinho mesmo. Está até cantando! Com isso acabaram-se as listas das novas palavras incorporadas ao seu vocabulário.

Um ano e oito meses foi um marco e, em todos os sentidos, definitivamente, você deixou de ser um bebezinho.

A mudança no seu comportamento, sua fala, a forma como faz graça para atrair olhares, risos e aplausos me fazem perguntar , já com saudade, aonde foi  parar aquela criança tão timida e tão grudada no papai e na mamãe. Ao mesmo tempo, meu peito não cabe de tanto orgulho. Vamos aprendendo juntos  a lidar com as mudanças, aprendendo a  nos  divertir, a descobrir novas brincadeiras e novas formas de nos comunicarmos e o resto vai se acomodando gentilmente na rotina diária.

Estou feliz também pela capacidade de ter, rapidamente,  desenvolvido uma técnica para impedir o início das birras. É claro que isso MUITAS vezes não dá certo, mas já estou aprimorando técnicas de abortar os momentos de crise  quando você não quer nada, nada mesmo. Em muitas situações você precisa apenas esgotar seu choro, e respeitamos isso de longe. Depois tudo fica bem novamente.

Sempre me falaram que cada fase tem seu charme e que tudo só vai melhorando. No entanto,  desde que você nasceu, meio cética, acabo achando que estamos vivenciando a melhor fase. Daí vem a  sensação de que essa tal melhor fase está se acabando, mas vem a Dona Realidade e começa outra etapa ainda melhor. 

Com isso vou seguindo muito feliz com a forma que vamos nos adaptando, nos moldando e aproveitando o que esses dias  belamente tem oferecido a nós.

De quebra estou MUITO feliz pelo fato de você ter sido, finalmente,  liberado pelo nefrologista do uso do antibiótico que vinha fazendo uso desde a maternidade. Yiiipiiii!

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Realidade ou sonho?

Acabei de me lembrar de um post que escrevi mentalmente, durante as nossas férias na Bahia, quando ficamos uma semana interinha desplugados, longe do computador,  dos e-mails e do celular.

Foi mais ou menos assim: Na vila da Praia do Forte, que fica pertinho da pousada onde nos hospedamos, estava acontecendo um festival de Jazz e, no sábado, teve um show do Milton Nascimento.

Ao descobrir a programação do evento, de imediato,  tive a idéia de te levar para a muvuca e assistir o show descalça, com os pés na areia, o vento no rosto, você dormindo no meu colo ao barulho do mar  e da musicalidade mineira do Bituca. Nem preciso dizer que essa linda imagem onírica não se concretizou. 

Quando seu sono chegou, ficamos morrendo de dó de te expor àquele som alto do show de abertura, àquela ventania que estava mais para furacão do que para brisa do mar e voltamos para a pousada de onde, para nossa surpresa,  pudemos ouvir o show todinho deitados na rede da varanda do quarto, sentido o frescor do mar, olhando as estrelas e depois a chuva que caiu, enquanto você dormia aconchegado no berço. 

E o show foi bárbaro. ‘Canção da América’, ‘Ponta de areia’, ‘Coração de estudante’, ‘Travessia’, ‘Sentinela’, ‘Caçador de mim’, ‘Bola de meia, bola de gude’, ‘Maria Maria’.

Fiquei muito emocionada, sentindo a música me preencher,  e absorvendo toda aquela emoção não cabendo dentro de mim. Você alí, dormindo o sono dos justos e o seu pai ao meu lado, sentado na varanda, num daqueles momentos perfeitos da vida em que dá vontade de congelar  o tempo e registrar na memória e na alma para que nunca se apague e se esvaia.

É filhote, as vezes a realidade é mais linda do que o sonho…

E essa letra vai para você:

 

Caçador de Mim

Milton Nascimento

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

The terrible two

Com um ano e nove meses, de repente, aquele bebê doce, simpatico e risonho se transformou em um ser cheio de vontades, teimosias e desejos.

Suas frases não são muitas, mas são precisas: “sai dai”, “a lá” (olha lá) e as ordens são bem contundentes: “NÃO”, “TIRA”, BÍ (subir) “ABOU” (acabou) “SHUCO”, BOLO!

Você descobriu o poder da palavra NÃO e, ao mesmo tempo, começou a dar verdadeiros escandalos ao ser colocado no cadeirão, ao trocar a fralda, trocar de roupa,  entrar e sair do banho, ao ser colocado e retirado do carro, ao ser colocado para dormir e em toda e qualquer situação cotidiana e corriqueira que levemente te contrariar.

Há muito não topa ficar no carrinho, nem que seja por dez minutinhos. Na verdade, não aceita nem mesmo entrar na sala de ginástica do prédio.

Outro dia, no meio da praça, abriu o berreiro porque não te deixamos subir uma longa e perigosa escada. Agarrou o cabelo da mamãe berrando como um  louco e o papai veio socorrer o que só fez aumentar o escândalo e os olhares curiosos de todos que  passavam por lá .

Poucos dias depois  você se deitou no elevador gritando e batendo as pernas, até que a porta abriu e entrou um vizinho deixando o papai e a mamãe com cara de tacho e sem  a menor idéia do que fazer. Se ignorarmos, seremos classificados como negligentes e permissivos que não sabem educar. Se interviermos duramente, receberemos olhares desaprovadores por estarmos sendo tão duros com esse tão ‘encantador’  bebê de cachinhos dourados.

Saber que as birras fazem parte do desenvolvimento normal de toda criança não torna mais fácil lidar com elas e a palavra de ordem nessas últimas semanas tem sido paciência! Enquanto isso vamos nos divertindo com seu crescente vocabulário:

Bêbela – borboleta

Popoco – hipopótamo

Popota – porta

Mimino – menino

Mimina – menina

Coucou – cocõ

lão - violão

Quejo – queijo

Nela - janela

 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Domingo no zoo, para quê? Vamos passear na praça

Considerando que com um ano e oito meses você já sabe o que é um jacaré, uma girafa, elefante, zebra, macaco, pato, porco, galo, gato, tartaruga, passarinhos e borboletas, achamos que já estava na hora de levá-lo ao Zoológico.

O trajeto de carro até lá não é curto e você já chegou na Pampulha pronto para tirar uma boa soneca. No entanto, mal sabia que nossos planos eram outros…

Descemos do carro já na área dos elefantes que, por sorte, estavam pertinho de nós alimentando-se, mas você ficou muito mais  atento ao caminhão que transportava o café da manhã deles e nem ligou para o fato inusitado de estar tão perto dos maiores mamiferos terrestes.

E seguimos em frente. Vai ver que você não liga muito para os  elefantes, mas se surpreenderá com a altura das girafas!  Mas elas estavam longe, lá no fundo, também degustando as folhas verdinhas do café da manhã.

E bravamente continuamos o passeio, chegando a vez das zebras. Ahhh zebra é bem legal não  é papai?  Mas novamente, nenhum entusiasmo...

Como seu sono apertou, no caminho para a área dos primatas, paramos para um lanchinho estratégico.

Depois de uma banana e meia maçã, mais animadinho, ao invés de você se surpreender com a perfomace incrível  do  gorila Idi Amim batendo no peito, pulando nos seus brinquedos de madeira e desfilando lá em baixo no fosso (nunca tinha o visto tão bem humorado e exibicionista!), você ficou mais interessado em observar a reação de alegria e espanto das crianças que estavam ao nosso redor. E papai e mamãe pagando o mico de ficar repetindo: olha o macaco André!

De qualquer forma, persistência é algo que não nos falta. Sem nos darmos por vencidos,  seguimos corajosamente cantando e dando o maior vexame  em direção ao leão!

Lá chegando, o rei da selva estava justamente fazendo o que você mais queria fazer naquele momento, ou seja, estava deitado na sombra tirando uma bela duma soneca. Somente  quando você apontou para ele e disse: “oh o uau uau”, desanimados, concluímos que ainda está cedo para esse passeio e voltamos para casa nos divertindo a valer com os ônibus vermelhos, azuis, verdes e amarelos.

Para não dizer que  o fim de semana foi um fiasco, no sábado, nosso estilo de vida saudável foi registrado pelo jornal local da globo. E o papai, que não perde a piada,  comemorou o fato de não termos saído na parte policial do jornal.

http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/todos-os-videos/v/projeto-caminhar-chega-ao-parque-jk/1788190/

domingo, 1 de janeiro de 2012

Que nosso caminhar por 2012 seja leve e alegre!

Reveillon 2011 (7)Reveillon 2011

Reveillon 2011 (39) Reveillon 2011 (32)

Natal 2011 Lourdes (3) Natal 2011 Lourdes (42)

 Reveillon 2011 (4)Natal 2011 Lourdes (39)

Reveillon 2011 (16)Reveillon 2011 (34)

Reveillon 2011 (37)Natal 2011 Lourdes (23)

 Reveillon 2011 (36) Natal 2011 Lourdes (6)

 Natal 2011 Lourdes (7) Reveillon 2011 (41)

 Reveillon 2011 (21) Reveillon 2011 (22)

Fragmentos das férias na Bahia

1ano 7 meses na piscina com o papai (5)1ano 7 meses na piscina com o papai (9)

 1ano 7 meses na piscina com o papai (1) 1ano 7 meses na piscina com o papai (3)  

1ano 7 meses na piscina com o papai (8) 1ano 7 meses na piscina com o papai (7)

1ano 7 meses Preguiça (4)  1ano 7 meses Preguiça (3)

1ano 7 meses Preguiça (10)  No projeto tamar com 1ano 7 meses (31)

No projeto tamar com 1ano 7 meses (25)No projeto tamar com 1ano 7 meses (1) 

No projeto tamar com 1ano 7 meses (27)No projeto tamar com 1ano 7 meses (49)

  No projeto tamar com 1ano 7 meses (35)  No projeto tamar com 1ano 7 meses (38)

No projeto tamar com 1ano 7 meses (6)1ano 7 meses na casinha de brincar

Carta para o vovô

Querido Vovô,


E então fui conhecer o mar, e andei de avião pela primeira vez…

Mamãe e papai ficaram repetindo que o avião decola do chão e voa lá nas nuvens e eu que  já tinha entendido tudinho,  tive que ficar ouvindo a mesma explicação incontáveis vezes.

E foi gostoso voar muito embora, enquanto estavamos saindo de Salvador, eu estava mais interessado em ficar em pé segurando no assento - e quase arrancando o cabelo da menina da frente -  do que em ver o marzão e a cidade lá em baixo.
Papai filmou minha reação de alegria, com direito a gritinhos entusiasmados – “auá,  auá”  - e mãos balançando quando vi o mar pela primeira vez.

Queria  me atirar naquela imensidão de água, mas a mamãe me impediu.

E gostei de brincar na areia mas, como você pode verificar nas fotos,  fiquei com muito nojo e aflição.
Foi quando a  mamãe e o papai descobriram que sou extremamente urbano, típico menino criado em apartamento, e que nunca pisei na grama ou na terra...

Que bom! Esse será o dever de casa para 2012.
beijo no meu vovô
André

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E tive nojo da areia…

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Mas me diverti também…

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E quando o sono chegou, ganhei um colinho…

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